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Posts published by “Junior Finfa”

José de Sá Maranhão Júnior (Júnior Finfa), nasceu em Afogados da Ingazeira-PE, trabalhou no Blog do Magno, sendo o fotógrafo oficial, cobrindo as eleições de 2008 e 2010. No Blog do Sertão, atuou como repórter e fotógrafo, realizando um trabalho de inovação, sendo bastante elogiado nos meios de comunicações.

BACAMARTEIROS SE DESPEDIRAM DE AFOGADOS FAZENDO O QUE MAIS SABEM: ATIRAR

 Atirar, recarregar e atirar novamente. Foi assim que os mais de 300 bacamarteiros se despediram de Afogados da Ingazeira. Eles participaram, na última sexta (03), de um seminário na cidade promovido pela Federação de Bacamarteiros de Pernambuco, com o apoio da Prefeitura Municipal. Após os debates no cine teatro São José, eles saíram em cortejo na direção da Praça Monsenhor Alfredo de Arruda Câmara.

Acompanhados do Prefeito José Patriota, os bacamarteiros se posicionaram em frente à catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios para a despedida festiva. Participaram brincantes de diversos municípios do Estado, além de grupos da Paraíba. Organizados pelo Presidente da Associação de Bacamarteiros de Afogados da Ingazeira, José Cirilo Sobrinho (Zé Ferrim), os diversos grupos se sucederam nos tiros que ecoaram pelos quatro cantos e fizeram a praça tremer.

“Foi uma reunião espetacular. Pudemos conhecer os nossos direitos de ter o bacamarte como uma arma para a brincadeira, não para agredir ninguém. O direito da gente que estava escondido, hoje foi descoberto. A Prefeitura nos deu apoio e Patriota se franqueou a nos ajudar e disse que o que a gente precisasse podia contar com ele,” afirmou Ferrim.

Para Ivan Marinho, Presidente da Federação de Bacamarteiros de Pernambuco, o encontro em Afogados foi um divisor de águas para a brincadeira do bacamarte. “A partir de hoje está marcado um novo tempo para os bacamarteiros. A contribuição do Sertão para o bacamarte faz Pernambuco sair na frente dos outros Estados em termos de organização e conscientização dos nossos direitos,” afirmou Ivan. Ele destacou ainda a importância do apoio dado pela Prefeitura à realização do seminário. “Ele (Prefeito) tem uma linguagem muito parecida com a nossa, que se identifica com o povo; e no mais, a cidade foi muito simpática com todos os bacamarteiros. Afogados está de parabéns,” finalizou Ivan Marinho.

FEIRA DA AGRICULTURA FAMILIAR DE SERTÂNIA TEM ENERGIA CORTADA POR FALTA DE PAGAMENTO

A Companhia Energética de Pernambuco – CELPE cortou na última segunda-feira (29), por falta de pagamento, o fornecimento de energia elétrica do galpão onde funciona a Feira da Agricultura Familiar de Sertânia.

Com o fornecimento suspenso há quase uma semana os produtores tiveram prejuízos sem ter onde conservar uma grande quantidade de carne que apodreceu em freezers desligados. Alguns produtores trabalharam no início da manhã deste sábado (4) a luz de velas comercializando apenas produtos frescos como frutas e verduras.

A Feira da Agricultura Familiar de Sertânia foi criada no ano de 2010 para viabilizar a venda de produtos hortifrutigranjeiros de pequenos agricultores do município e é de responsabilidade da prefeitura municipal que ainda não se pronunciou sobre o problema sem data para ser solucionado.

MULHER DE EDUARDO CAMPOS PODE SE CANDIDATAR À CÂMARA

Discreta, ela fala pouco, mas ouve e vê muito. Presente nos bastidores e ao lado do marido em eventos, Renata Campos, 45, pode trocar o papel de primeira-dama de Pernambuco pelo de candidata a deputada federal.

Com a bênção do marido e governador Eduardo Campos (PSB), ela é opção para dar sequência à tradição da família de ter representante no Congresso há quase 30 anos.

O ex-governador Miguel Arraes (1916-2005), avô de Eduardo Campos, foi eleito deputado federal três vezes, a exemplo do neto.

A mãe de Campos, Ana Arraes (PSB), foi eleita duas vezes para a Câmara. Em 2010, foi a deputada federal mais bem votada em Pernambuco, com 387.581 votos.

Mas não há ninguém da família na Câmara desde 2011, quando o governador garantiu à mãe uma vaga como ministra do Tribunal de Contas da União (TCU). O espólio eleitoral de Ana, portanto, ainda não tem herdeiro.

A eleição de Renata manteria os votos “em casa” e ainda garantiria o espaço político do marido, caso ele perca uma provável disputa pela Presidência da República.

“Não seria estranho o governador apresentar a mulher como candidata. A relação familiar não foi impedimento para uma experiência ocorrida recentemente [as eleições de Ana Arraes]”, disse Túlio Velho Barreto, cientista político da Fundação Joaquim Nabuco.

Barreto, contudo, diz acreditar que o governador ainda deverá calcular o impacto que a indicação da mulher e prováveis acusações de “nepotismo” e “coronelismo” terão sobre o seu voo nacional.(Folha de São Paulo – Foto: Júnior Finfa)

LULA AFIRMA QUE PT PRECISA RECUPERAR OS ‘VALORES’ PERDIDOS

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva acha que o PT precisa recuperar “valores” que teriam sido “banalizados por conta da disputa eleitoral” e que precisa “provar que é possível fazer política com seriedade” no país.

As declarações foram feitas por Lula numa entrevista que deu em fevereiro ao sociólogo Emir Sader e a um pesquisador argentino, Pablo Gentili, para o livro “10 Anos de Governo Pós-Neoliberal no Brasil – Lula e Dilma”, que será lançado no dia 13.

Trechos do livro foram antecipados ontem pela revista “IstoÉ” e pelos jornais “O Estado de S. Paulo” e “Globo”.

“O PT precisa voltar a acreditar em valores que a gente acreditava e que foram banalizados por conta da disputa eleitoral”, diz Lula na entrevista, ao refletir sobre as mudanças sofridas pelo partido depois de dez anos no poder.

Sem fazer menções explícitas ao escândalo do mensalão, que abalou seu primeiro mandato, Lula diz na entrevista que o PT aprendeu a fazer alianças para governar, mas cometeu “os mesmos desvios que criticava” antes.

“Você pode fazer o jogo político, aliança política, coalizão política, mas não precisa estabelecer uma relação promíscua para fazer política”, afirma o ex-presidente. “O PT precisa voltar urgentemente a ter isso como tarefa dele.”

Ecoando discurso adotado pelo PT para se contrapor ao resultado do julgamento do mensalão, Lula defende na entrevista reformas no sistema eleitoral e o financiamento público das campanhas.

“Às vezes tenho a impressão de que partido político é um negócio, quando, na verdade, deveria ser um item extremamente importante para a sociedade”, conclui. Sem mudanças, diz, a política ficará “mais pervertida que em qualquer outro momento”.

O Supremo Tribunal Federal concluiu que o mensalão foi um esquema de compra de apoio político que distribuiu milhões de reais a partidos que aderiram a Lula após sua chegada ao poder, mobilizando recursos públicos e empréstimos bancários.

Os petistas negam que tenha havido compra de votos no Congresso e alegam que o mensalão era apenas um esquema de caixa dois para financiar dívidas contraídas pelo PT e pelos partidos aliados nas eleições de 2002.

Lula faz na entrevista apenas uma breve menção ao mensalão, para criticar a mídia: “Se não tivéssemos cuidado, não iríamos discutir mais nada do futuro, só aquilo que a imprensa queria que a gente discutisse”, diz ele.

Descrevendo-se como “um indesejado que chegou lá”, Lula afirma que houve uma tentativa de acabar com seu governo e o PT após o mensalão, e ataca a oposição.

“Passaram-se seis anos e quem acabou foram eles. O DEM nem sei se existe mais. O PSDB está tentando ressuscitar o jovem Fernando Henrique Cardoso porque não criou lideranças”, afirmou.

Sobre a presidente Dilma Rousseff, Lula disse ter enfrentado resistência até mesmo de amigos quando decidiu lançá-la como sua sucessão. Ele diz na entrevista que ouviu que ela não tinha experiência e não era “do ramo”.

Sua resposta, segundo afirmou, foi de que era preciso surpreender o Brasil com a “novidade” de eleger uma mulher para a Presidência da República.