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Posts published by “Junior Finfa”

José de Sá Maranhão Júnior (Júnior Finfa), nasceu em Afogados da Ingazeira-PE, trabalhou no Blog do Magno, sendo o fotógrafo oficial, cobrindo as eleições de 2008 e 2010. No Blog do Sertão, atuou como repórter e fotógrafo, realizando um trabalho de inovação, sendo bastante elogiado nos meios de comunicações.

BANCÁRIOS VOLTAM A NEGOCIAR O FIM DA GREVE

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) voltarão a se reunir nesta quinta-feira (9), às 10 horas, em São Paulo, para negociar o fim da greve dos bancários. Os trabalhadores estão paralisados há 21 dias. A nova rodada foi marcada após a rejeição, pelas assembleias dos sindicatos, da proposta de reajuste salarial de 7,1% e aumento do piso em 7,5%, apresentada pelos bancos na última sexta-feira (4). A proposta foi considerada insuficiente pela categoria.

“Com os lucros de R$ 59,7 bilhões entre os meses de junho de 2012 e 2013, sobram recursos para compensar o trabalho e a dignidade dos bancários”, destacou, em nota, o presidente da Contraf, Carlos Cordeiro. A reivindicação dos bancários é elevação salarial de 11,93% (aumento real de 5%), piso de R$ 2.860,21 e particiapação nos lucros de três salários-base, mais parcela adicional fixa de R$ 5.553,15. Eles pedem também aumento dos vales-refeição e de alimentação (no valor de um salário mínimo, R$ 678), e melhores condições de trabalho, com o fim das metas individuais e abusivas.

“A Fenaban ressalta que o piso salarial da categoria subiu mais de 75% nos últimos sete anos e que os salários foram reajustados em 58%, ante uma inflação medida pelo INPC [Índice Nacional de Preços ao Consumidor] de 42%. Ou seja, somente o piso salarial registrou aumento real de 23,21%. A proposta deve ser avaliada considerando não só os ganhos deste ano, mas também os dos últimos anos, que são bastante significativos”, disse, em nota, na última sexta-feira, o diretor de Relações do Trabalho da Fenaban, Magnus Ribas Apostólico.

SOBE NÚMERO DE MORTOS E FERIDOS EM BRIGA DE FACÇÕES EM PRESÍDIO NO MARANHÃO

Sobe para 13 o número de mortos na rebelião da Casa de Detenção (Cadet) do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís. A informação foi confirmada ao G1 pelo secretário de Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA), Aluísio Mendes.

 “A rebelião foi contida pelos homens do Choque e do GTA. São 13 mortos e 30 feridos. Os agentes fazem, no momento, uma revista geral nas dependências da penitenciária”, contou Mendes. Anteriormente, a Polícia Militar havia informado que o número de feridos era de 33.

Ainda segundo o secretário, a confusão foi motivada por uma briga entre facções criminosas e por causa da suspeita de um túnel no Bloco F, Pavilhão 2. Aproximadamente 60 presos pretendiam sair da penitenciária através de um túnel.

“As mortes todas são em decorrência de brigas entre detentos de facções adversárias. O tumulto começou após a inteligência da SSP ter descoberto que 60 presos estavam cavando um túnel pelo qual pretendiam sair essa madrugada. Quando agentes penitenciários tentaram acessar a cela onde ficava o início do túnel, os presos se rebelaram tentando evitar a revista”, explicou o secretário.

Familiares seguiram à Cadet em busca de informações dos presos no início da noite. O cabo Campos, da Polícia Militar, que estava no local, disse que houve um forte incêndio lá dentro, que foi apagado há pouco tempo. Além disso, ele falou que o movimento de familiares é muito intenso no local, e, que houve princípio de confronto. Familiares jogaram pedras e outros objetos contra agentes penitenciários.

AUDIÊNCIA PÚBLICA DISCUTE TRANSPORTE ESCOLAR EM SÃO JOSÉ DO BELMONTE

Com objetivo de discutir o fornecimento de transporte público coletivo em São José do Belmonte (Sertão Central) no que diz respeito ao transporte escolar e à observância dos itens de segurança e demais requisitos legais, exigidos pelo Código Brasileiro de Trânsito, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) promoveu, nesta terça-feira (8), audiência pública com gestores públicos e representantes da sociedade civil organizada, no plenário da Câmara de Vereadores. As informações são do site do MPPE.
Para o promotor de Justiça Mário Lima Costa Gomes de Barros, “o problema foi identificado. É a deficiência de segurança no transporte escolar dos alunos das redes municipal e estadual de ensino. Fiz uma constatação in loco de diversas irregularidades no transporte de estudantes e na falta de condições mínimas de segurança para os passageiros”. Na abertura de sua apresentação, Mário Gomes destacou seis itens que deveriam ser observados pelo prefeito, Marcelo Pereira. “É competência municipal a responsabilidade sobre o transporte público. Além disso, há necessidade da realização de licitação pública para concessão ou permissão de serviços públicos”, observou.
O representante do MPPE disse, ainda, que o transporte escolar obedece às exigências do artigo 136, do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) e que o descumprimento de tais exigências tem como consequência, crime de exposição a perigo, à vida ou à saúde de outrem, conforme artigo 132, do Código Penal Brasileiro. Nos acidentes, a responsabilidade objetiva é do município e a criminal, do condutor do veículo. Por último, destacou as atribuições das autoridades municipais de trânsito e dos policiais militares, no tocante à segurança do transporte escolar.
O prefeito reconheceu que há irregularidades, reclamou da falta de recursos públicos e alegou dificuldade em adequar veículos para localidades de difícil acesso, principalmente na zona rural. No entanto, ressaltou a parceria e a compreensão que vem recebendo do MPPE e afirmou que já existe um novo projeto de licitação para o transporte coletivo que espera beneficiar os alunos e a população em geral.
Depois de ouvir todos os representantes, o promotor de Justiça marcou nova reunião, para o próximo dia 17, na Promotoria de Justiça, com representantes do município, do DETRAN e da Polícia Militar para buscar soluções para os temas discutidos na audiência.
Participaram do encontro o prefeito do Município, Marcelo Pereira; o comandante da 2ª CPM, capitão Fradiki Francisco Lopes Pereira; a procuradora da República no município de Serra Talhada, Natália Lourenço Soares; a secretária da Vara Única da Comarca de São José do Belmonte, Iêda Maria de Araújo Nogueira; os secretários municipais Aliete Alves Feitosa (Educação), Eliane Sobreira de Lima Lins (Finanças), Robério Hamilton de Carvalho Bezerra (Saúde), Estenho Nunes da Silva (Cidadania e Juventude), José Francisco Barbosa (Transportes e Comunicação), Valdir José Nogueira de Moura (Turismo), José Gomes da Cruz (Administração), Manoel Barros Diniz (Agricultura, Pecuária, Meio Ambiente, Indústria e Comércio), Paulo Ricardo Ramos Mendonça Filho (Governo), Magda Novaes Diniz (Assistência Social), Kelson Marcionilo de Medeiros Barros (Esportes e Lazer); alunos e professores da rede pública de ensino; e líderes comunitários e religiosos.

RECURSOS DO PROJETO SÃO FRANCISCO APOIAM PESQUISA DA FLORA NA CAATINGA

 Entre as contribuições para a ciência que os recursos do Projeto de Integração do Rio São Francisco promovem, a maior colaboração sobre estudos da flora está em Petrolina, no sertão de Pernambuco.

No Centro de Referência para Recuperação de Áreas Degradadas (Crad), da Universidade do Vale do São Francisco (Univasf), pesquisadores estudam com profundidade o único bioma exclusivamente brasileiro: a Caatinga. O método do coordenador do Centro, professor José Alves de Siqueira, tem estratégia e etapas.

Segundo ele, é necessário conhecer as plantas para saber como o bioma é formado, resgatar as espécies, coletar sementes para guardá-las e produzir as mudas. Em seguida, descobrir como recuperar a Caatinga. “O nível do conhecimento a ser adquirido é totalmente diferente do que existe acumulado hoje sobre a Mata Atlântica, já bastante estudada pela academia”, explica Siqueira.

Frentes de pesquisa – A criação do Crad e o trabalho dos pesquisadores junto às obras que criam canais para levar as águas do Rio São Francisco aos estados de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará fazem parte dos investimentos em ciência que a obra da transposição possibilita. Os investimentos em estudos da flora, da fauna e em arqueologia somam quase R$ 1 bilhão.

O Centro dedica-se à flora e à recuperação de áreas degradadas, promovendo várias frentes de trabalho. Com a coleta de espécies vivas, por exemplo, é possível manter em laboratório cerca de três milhões de sementes em câmara fria, a 7°C. As cerca de 150 espécies da coleção são todas comuns às áreas onde ocorrem as construções do empreendimento.

As sementes também são utilizadas em novos estudos sobre germinação. Pesquisadores analisam a melhor forma de induzir a brota ou as espécies de plantas que precisam de outros agentes como o clima, insetos, aves, animais ou mesmo uma ação humana.

INSTITUTO FEDERAL SERTÃO PERNAMBUCANO É INVESTIGADO POR MPF

O Instituto Federal Sertão Pernambucano tornou-se alvo de investigações do Ministério Público Federal (MPF) após professores e alunos do Campus Ouricuri denunciarem problemas estruturais classificados como graves. Entre eles estão fissuras e infiltrações no forro de gesso e nas paredes, recalques no piso (possível comprometimento da base estrutural) e deslocamento de marquise na entrada principal do prédio.

Também foram citadas na representação apresentada pelos professores e alunos ao MPF, falhas nas instalações elétricas, como fios expostos e quadro de energia com a indicação de curto-circuito. Outro aspecto abordado são as obras inacabadas e abandonadas no campus, para as quais o Instituto já havia recebido recursos federais, falta de acessibilidade para pessoas com deficiência, de merenda escolar para os estudantes do ensino médio e de material pedagógico, bem como a condição de insegurança e de insalubridade no laboratório de química, dentre outros.

O MPF solicitou que o município de Ouricuri preste esclarecimentos sobre a situação da edificação do campus, bem como informe se, atualmente, existem condições mínimas de segurança para que a autorização municipal de funcionamento do local seja mantida. Também foi questionado ao Corpo de Bombeiros do Estado de Pernambuco se o órgão concedeu licença de funcionamento ao Instituto.

Além disso, foram requisitadas explicações ao reitor do Instituto e ao diretor do Campus Ouricuri sobre as condições de segurança no local. Deverá ser informado, ainda, se a empresa contratada para realizar a construção do campus foi notificada para concluir as obras. O MPF quer cópias integrais do procedimento licitatório da obra de construção do campus e do contrato firmado com a  empresa vencedora da licitação. O reitor deverá esclarecer se procede a informação de que estão faltando merenda escolar para os alunos do ensino médio e material pedagógico. (Assessoria do MPF)