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Posts published by “Junior Finfa”

José de Sá Maranhão Júnior (Júnior Finfa), nasceu em Afogados da Ingazeira-PE, trabalhou no Blog do Magno, sendo o fotógrafo oficial, cobrindo as eleições de 2008 e 2010. No Blog do Sertão, atuou como repórter e fotógrafo, realizando um trabalho de inovação, sendo bastante elogiado nos meios de comunicações.

Educação de São José do Egito avança com a entrega de kits 3D nas escolas em tempo integral

A Prefeitura de São José do Egito, por meio da Secretaria Municipal de Educação, segue investindo em tecnologia e inovação para transformar o aprendizado dos alunos da rede pública. As escolas em tempo integral começaram a receber os kits 3D, que vão permitir aos estudantes vivenciar aulas mais dinâmicas, interativas e criativas.

Com os novos equipamentos, os alunos poderão aprender história, ciências, matemática e outras disciplinas em formato tridimensional, ampliando a compreensão dos conteúdos e tornando o processo de ensino mais atrativo e eficaz.

A iniciativa faz parte do plano de modernização da rede municipal, que também inclui a implementação de kits de robótica e outras ferramentas pedagógicas voltadas à inovação e à qualidade do ensino.

O investimento reforça o compromisso da Prefeitura com uma educação pública moderna, inclusiva e de excelência, garantindo que os alunos da rede municipal tenham acesso a recursos tecnológicos que muitas escolas particulares ainda não possuem.

Em São José do Egito, a educação segue avançando com qualidade, inovação e oportunidades para todos.

Poeta Dedé Monteiro recebe título de Doutor Honoris Causa da UFPE: “doutor da rima”

Natural de Tabira, do Sertão do Pajeú, poeta recebe honraria concedida a personalidades de destaque nas ciências, nas letras, nas artes ou na cultura

Por Juliano Muta/Folha PE

A poesia do Sertão do Pajeú foi homenageada através de um dos seus mais destacados representantes, José Rufino da Costa Neto, mais conhecido como Dedé Monteiro, natural de Tabira, que recebeu da Universidade Federal de Pernambuco o título de Doutor Honoris Causa, em solenidade realizada na tarde desta terça (11), no auditório da reitoria da UFPE.

O título honorífico, proposto pelo Centro de Ciências Sociais Aplicadas (CCSA), é concedido a personalidades que tenham contribuído para o desenvolvimento da Universidade, da região ou do país pela atuação em favor das ciências, das letras, das artes ou da cultura.

“É um dia de muita alegria não por mim, mas por minha família e a família maior do Pajeú, terra da poesia, da rima e da sensibilidade. Estamos muito felizes. O poeta agora virou doutor. Doutor da rima”, agradeceu Dedé Monteiro.

“Dedé fala, respira e transpira poesia pelos poros. É uma homenagem muito merecida pela história dele com a poesia e a orientação que ele deu a todos os alunos dele”, comentou Maurício Assuero, professor da UFPE e proponente do título, natural de Tabira e aluno de Dedé Monteiro.

“É uma grande honra para a Universidade ter o grande poeta Dedé Monteiro como doutor honoris causa. Soma-se a João do Pife, Lia de Itamaracá, ao presidente Lula e a outras grandes figuras. A Universidade presta o reconhecimento a quem tem história na área da poesia e da cultura”, disse Alfredo Gomes, reitor da UFPE.

“Tenho muita honra da banda do meu filho, Fim de Feira, ser em homenagem a um poema de Dedé. Dedé não é só um poeta, é uma figura humana que ultrapassa todos os limites da bondade. Ele é um dos sujeitos mais puros que eu conheço”, destacou o poeta e advogado Joselito Nunes, responsável pela edição do primeiro livro do poeta, em parceria com a tabirense Neide Marques de Barros.

A solenidade foi prestigiada por artistas, políticos e personalidades de destaque de Tabira e de toda a região do Pajeú.

Sobre o poeta
Natural de Tabira e considerado referência na poesia popular pernambucana e nordestina, Dedé Monteiro recebeu o título de Patrimônio Vivo do Estado de Pernambuco em 2016.

Nascido no dia 13 de setembro de 1949, no sítio Barro Branco de Tabira, é conhecido na região como o ‘Papa da Poesia’. Começou a escrever versos ainda criança, influenciado pelo pai, Antonio Rufino da Costa, que cantava cordéis enquanto trabalhava na roça.

Sua carreira na poesia lhe rendeu reconhecimento e prêmios. Ao longo da carreira publicou quatro livros autorais, “Retalhos do Pajeú”, em 1984; “Mais um baú de retalhos”, em 1995; “Fim de feira”, em 2006; e “Meu quarto baú de rimas”, em 2010, pela editora Bagaço.

Nesta última publicação está o poema ‘As quatro velas’, premiado na Fliporto de 2010. Lançou, ainda, o CD de declamação intitulado “Dedé Monteiro Voz e Amigos” (2014), comemorando meus 50 anos de poesia. Em Tabira, Dedé Monteiro tem atuado como apresentador dos encontros chamados Mesa de Glosas, na Escola Arnaldo Alves.

Na COP30, governadora Raquel Lyra apresenta ações do Governo de Pernambuco voltadas à transição energética e ao enfrentamento das mudanças climáticas

Com o dia repleto de agendas voltadas majoritariamente ao tema da transição energética, a governadora Raquel Lyra inaugurou, nesta terça-feira (11), a participação de Pernambuco na COP30, em Belém do Pará. Durante passagem pelo encontro das Nações Unidas para discussão das mudanças climáticas, a gestora apresentou os eixos estratégicos da gestão estadual a respeito do tema, sobre os quais estão ancoradas ao menos 90 iniciativas das mais diversas áreas do governo.

“A COP30 nos dá a oportunidade de falar para o Brasil e o mundo sobre as soluções que Pernambuco tem desenvolvido para ajudar a combater as mudanças climáticas. Mas tão importante quanto isso é garantir que a transição energética e o enfrentamento às mudanças climáticas estejam conectados à geração de oportunidades, pois de nada adianta falarmos de economia verde sem que isso esteja relacionado com a possibilidade de desenvolvimento do nosso chão. A justiça social precisa estar presente em qualquer decisão que fale sobre nova economia”, declarou a governadora Raquel Lyra.

A chefe do Executivo estadual iniciou o dia participando do painel “Oportunidades de Powershoring no Nordeste brasileiro: como acelerar investimentos sustentáveis e a cadeia industrial de baixo carbono”. Na ocasião, Raquel detalhou como Pernambuco tem se colocado como protagonista regional da transição energética justa, consolidando o Porto de Suape como um hub de combustíveis sustentáveis e investindo em ações como a distribuição de gás natural no polo gesseiro do Araripe, antes inteiramente dependente da lenha da Caatinga.

À tarde, após prestigiar a inauguração do Espaço Nordeste do Consórcio Nordeste no evento, a gestora participou do “Painel de Alto Nível Sobre Soluções Verdes no Transporte Marítimo Internacional” ao lado da rainha da Dinamarca, Maria Donaldson, e de representantes da European Energy e AP Moller-Maersk. Neste encontro, a governadora reafirmou o compromisso do Estado com a transição de combustíveis no setor marítimo e debateu o futuro dos portos sustentáveis.

Ainda nesta terça-feira, Raquel Lyra formalizou um Acordo de Cooperação Técnica entre o Estado e o Instituto Clima e Sociedade (iCs), organização filantrópica que apoia o enfrentamento das mudanças climáticas. A ideia da iniciativa é a “execução de ações de interesse recíproco nas áreas de desenvolvimento sustentável, transição energética justa, atração de investimentos, diplomacia climática e mobilização de recursos de filantropia para projetos prioritários do Governo de Pernambuco”.

Pernambuco na COP30 – A participação do Governo de Pernambuco na COP30 reflete uma visão estratégica da governadora Raquel Lyra que levou o Estado à construção de uma carteira de mais de 90 projetos locais que respondem diretamente aos desafios climáticos territoriais e globais. Essas iniciativas, que estão ancoradas em cinco eixos (Financiamento climático, Transição energética, Reflorestamento, Adaptação climática e Economia circular), visam não apenas mitigação e adaptações que afetam a vida da população no seu dia a dia, mas também englobam iniciativas econômicas e de transição energética pioneiras, capazes de contribuir para as demandas globais da transição ecológica.

Deputados Mendonça Filho e Joãozinho Tenório asseguram recursos para reforma da Matriz de São José em Bezerros

Um esforço conjunto entre o deputado federal Mendonça Filho e o deputado estadual Joãozinho Tenório, com articulação da prefeita Lucielle Laurentino e da governadora Raquel Lyra, assegurou os recursos necessários para reforma e restauração do telhado da Igreja Matriz de São José, em Bezerros, no Agreste. A iniciativa foi viabilizada por meio da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), visto que a Matriz é patrimônio cultural do Estado.

Monumento de fé e devoção, no coração da cidade, a bicentenária Igreja Matriz de São José, que deu origem ao povoado e tornou-se símbolo do povo bezerrense, recentemente foi interditada por questões estruturais no telhado. Após visitas técnicas e estudos preliminares, identificou-se a necessidade de uma reforma estrutural para garantir mais segurança, conforto e comodidade aos fiéis, turistas e visitantes. A matriz de São José tem 220 anos desde sua fundação em 1805.

Após reuniões realizadas com com o secretariado municipal, com os deputados do município e com o pároco da Matriz de São José, Padre David Raphael, além de acesso ao projeto técnico, foi articulada a tão esperada reforma do templo religioso e cultural. A Fundarpe, a partir dos recursos assegurados por Mendonça e Joãozinho, dará continuidade ao processo de reparo e restauração da igreja que simboliza a união e força da Comunidade Católica e do povo bezerrense.

Como o imóvel é um prédio tombado, toda e qualquer intervenção só pode ser feita com aprovação do Conselho de Preservação do Patrimônio Cultural de Pernambuco, que dá o aval do projeto técnico e direciona os recursos necessários para a garantia da preservação e restauração do espaço. A conquista dos recursos foi comemorada pelo Padre David Raphael, pelos deputados e pela prefeita Lucielle Laurentino.

Juninho Cantarelli celebra parceria com governo Raquel Lyra e confirma unidade de educação infantil para Itacuruba

O prefeito de Itacuruba, Juninho Cantarelli, confirmou nesta terça-feira a construção de uma nova creche no município, resultado direto de um convênio técnico firmado com o Governo do Estado, sob a gestão da governadora Raquel Lyra. O anúncio foi feito após a publicação oficial do Convênio de Cooperação Técnica nº 144/2025 no Diário Oficial do Estado, que estabelece a parceria entre as duas esferas para a implantação da unidade de educação infantil.

Sem repasse direto de recursos, o convênio garante suporte técnico do Governo do Estado e viabiliza a execução do projeto no município, com vigência até maio de 2027. A iniciativa integra o esforço da gestão estadual em ampliar o atendimento à primeira infância, ao mesmo tempo em que responde a uma demanda apresentada por Itacuruba e encampada pela Prefeitura.

“É um momento de gratidão e avanço para nosso município”, afirmou Juninho Cantarelli. “Essa creche representa mais do que uma obra, é um investimento no futuro das nossas crianças. Agradeço à governadora Raquel Lyra e à sua equipe pela sensibilidade e por atenderem esse pleito tão importante para o povo de Itacuruba”, completou.

O prefeito ressaltou que a conquista é fruto de articulação direta com o Executivo estadual e planejamento estratégico por parte da gestão municipal. “Quando o município apresenta projetos viáveis, com responsabilidade e foco no social, as parcerias acontecem. Essa é mais uma conquista que chega para fortalecer a rede pública de educação e garantir mais tranquilidade às famílias”, destacou.

A nova creche será projetada para atender crianças em idade de creche e pré-escola, com estrutura adequada para o desenvolvimento pedagógico e o acolhimento das famílias. A Prefeitura deve iniciar os trâmites técnicos ainda este ano, em articulação com a Secretaria Estadual de Educação, com expectativa de lançamento do projeto executivo nos próximos meses.

Petrolina merece respeito: O povo pede água e ação, não desculpas

Apelo à COMPESA e às Autoridades!!

A população de Petrolina está vivendo um verdadeiro caos com a falta d’água que atinge praticamente toda a cidade!

É inadmissível que, em pleno século XXI, famílias inteiras fiquem dias sem o fornecimento desse bem essencial. Água é vida, é dignidade!

Não quero acreditar que este problema tenha qualquer motivação política — se for, seria uma crueldade sem tamanho, pois a população não tem culpa das divergências entre gestores ou instituições.

Compesa, senhores dirigentes, pelo amor de Deus, façam alguma coisa! A cidade clama por providências urgentes. A população merece respeito e soluções imediatas.

Rinaldo Remigio
Consumidor, bairro São José, Petrolina – PE.

Exclusivo: Raquel fortalece seu apoio em Solidão com grande liderança: vereadora Edileuza Godê movimenta cenário político no município

A vereadora Edileuza, grande liderança de Solidão e figura de expressão no Sertão do Pajeú, reafirmou seu apoio à governadora Raquel Lyra, em mais um importante movimento político que fortalece o palanque governista no município.

Com forte articulação e respeito conquistado junto à população solidanense, Edileuza Godê passa a reforçar ainda mais o time político do Governo do Estado, ampliando o diálogo e alinhando pautas que poderão resultar em novas conquistas para Solidão.

Aliada do deputado estadual Kaio Maniçoba, atual secretário de Turismo e Lazer de Pernambuco, a vereadora tem acumulado protagonismo no cenário político local, sendo reconhecida como uma das principais vozes na defesa de melhorias para o município.

O gerente de Articulação da Casa Civil, Edson Henrique, destacou a importância da decisão:
“Edileuza é uma mulher de muita coragem, fibra e retidão. Ter o apoio dessa grande liderança nos deixa extremamente felizes e confiantes de que Solidão seguirá avançando com o olhar atento do Governo de Pernambuco”, afirmou.

Por sua vez, a vereadora exaltou o trabalho e o estilo de gestão da governadora Raquel Lyra:
“Raquel é exemplo de coragem, competência e dedicação. Representa muito bem mulheres e homens pernambucanos com seu jeito de fazer gestão, deixando em cada município do nosso Estado seu marco registrado. Tenho certeza de que Solidão continuará sendo beneficiada com esse trabalho sério e comprometido com o povo”, ressaltou Edileuza.

O posicionamento reforça o avanço do Governo de Pernambuco no Sertão, com foco em desenvolvimento, articulação política e resultados concretos para a população.

Coletivos do Recife beneficiados pelo programa Jovens no Clima apresentam realizações na COP-30, em Belém

Caravana com 36 jovens do Recife viajaram para a capital paraense para compartilharem os seus projetos de enfrentamento às mudanças climáticas implementados neste ano. Prefeito João Campos participou do painel no Pavilhão do Governo Federal

No primeiro dia de atividades na COP-30, os 36 jovens recifenses participantes do programa Jovens no Clima apresentaram suas experiências no painel “Recife falando para o Mundo: Jovens no Clima – as juventudes no centro do debate e ação climática”, realizado na Zona Verde, no Espaço dos Direitos Humanos em parceria com o Governo Federal na tarde desta segunda-feira (10). O painel contou com os depoimentos do prefeito do Recife João Campos, do secretário de Direitos Humanos e Juventude do Recife Marco Aurélio Filho, do diretor do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania Fábio Meirelles, da diretora executiva do Delibera Brasil, Marisa Villi, da secretária executiva de Direitos Humanos da cidade de Belém Larissa Martins, e das jovens contempladas pelo programa Alice Xucuru, do projeto Comunicação Ambiental, e Maria Gabrielly Dantas, do Recorte Recife.

“Estamos muito felizes por fazer o dever de casa e por o Recife trazer a juventude para o centro da discussão sobre o futuro do clima. Temos a maior comitiva de jovens de uma cidade fora da região amazônica na COP-30, resultado de iniciativas que já impactaram mais de 600 jovens no Recife. É uma demonstração de que a cidade está formando uma nova geração comprometida com sustentabilidade e ação climática”, declarou o prefeito João Campos.

O secretário Marco Aurélio Filho ressaltou o protagonismo dos jovens e a projeção internacional alcançada pelas ações do programa. “Estamos vendo o Recife falando para o mundo de fato. São 140 lideranças climáticas da periferia do Recife que transformaram ideias em ações concretas, executaram projetos relevantes em seus territórios e agora apresentam suas realizações na COP-30, enquanto trocam experiências com outras iniciativas do país e do mundo”, comentou o gestor.

A jovem Alice Xucuru é moradora do bairro do Ibura e representante do projeto Comunicação Ambiental. Ela e o coletivo Arte na Favela focaram em conscientizar a juventude sobre impactos ambientais no seu bairro ao longo da realização dos trabalhos pelo Jovens no Clima. “Não dá para falar de sustentabilidade, sem falar de saúde e de tecnologia ancestral. Então tivemos uma experiência única e desenvolvemos palestras sobre esses temas, além disso, fizemos site e animações. Projetos como o Jovens no Clima transformam realidades”, contou.

Já Maria Gabrielly Dantas explicou que o projeto Recorte Recife, dos coletivos Cabrochas Moda Sustentável e Liderando o Amanhã, promoveu um hackathon para criar soluções sobre descarte têxtil: “A gente pensa economia criativa e circular como justiça socioambiental na cidade do Recife. Menos descarte e mais inovação é o que a gente precisa e merece”.

JOVENS NO CLIMA DO RECIFE – O Jovens no Clima é uma iniciativa que engaja jovens na construção de soluções para desafios ambientais e climáticos do Recife. Trata-se de uma realização da Prefeitura do Recife, por meio da Secretaria de Direitos Humanos e Juventude, em parceria com a Rede Conhecimento Social e o Delibera Brasil.

A implementação do programa é fruto do município ter sido a única capital do Brasil e uma das 100 cidades do mundo escolhidas como beneficiárias do Fundo de Ação Climática Juvenil da Bloomberg Philanthropies, da United Cities and Local Governments e do Bloomberg Center for Public Innovation. Cada um dos projetos dos coletivos de jovens selecionados recebeu R$ 20 mil para sua implementação.

PROJETO INSPIRADO – Ainda na tarde desta segunda, o prefeito João Campos e o secretário Marco Aurélio Filho acompanharam a Ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania do Brasil Macaé Evaristo em visita ao Centro de Referência de Educação Infantil Professor Orlando Bitar, no bairro de Nazaré, em Belém. Trata-se de um dos mais completos espaços de aprendizagem voltado para a educação infantil do Pará.

No local, funciona o Plantão Integrado de Proteção às Crianças e Adolescentes, Iniciativa inspirada no “Carnaval de Direitos”.

Durante a COP-30, as crianças estão recebendo pulseiras de identificação para evitar que se percam dos pais. No Recife, essa iniciativa esteve presente no Carnaval de Direitos, no São João de Direitos e em outros grandes eventos. No último dia 1°, a Prefeitura do Recife, por meio da Secretaria de Direitos Humanos e Juventude, lançou uma nova pulseira com um sistema pioneiro de identificação infantil – um QRCode concentra os de cada menino ou menina e de seus respectivos responsáveis para que o acionamento possa ser feito de forma imediata, em caso de emergência.

Serra Talhada: Rodrigo Novaes nega cautelar, mas determina apuração sobre contrato de R$ 84 mil da Câmara

O conselheiro Rodrigo Novaes, do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE), negou o pedido de medida cautelar apresentado pelo Ministério Público de Contas (MPCO) contra a Câmara Municipal de Serra Talhada, mas determinou a abertura de um procedimento interno para apurar as supostas irregularidades no contrato alvo da representação, segundo o Blog do Nill Júnior.

A ação do MPCO, assinada pelo procurador Cristiano Pimentel, questionava o Contrato nº 013/2025, firmado por inexigibilidade de licitação com a empresa Geraldo Cristovam Sociedade Individual de Advocacia, no valor de R$ 84 mil, para prestação de serviços de assessoria e consultoria jurídica voltados à revisão do Regimento Interno, do Código de Ética e da Lei Orgânica do Município.

Em sua decisão, publicada no Diário Oficial do TCE-PE nesta terça-feira (11), Novaes afirmou que “os elementos constantes dos autos não são suficientemente robustos para o deferimento da medida cautelar”, frisando a necessidade de aprofundar a análise sobre o caso.

O conselheiro também destacou que, neste momento inicial, “não é possível aferir a correta extensão dos contratos apontados pelo MPCO”, motivo pelo qual optou por não suspender o contrato, mas determinou que a Diretoria de Controle Externo do TCE instaure um procedimento interno para examinar as questões levantadas.

Com isso, o contrato firmado pela Câmara segue em vigor, enquanto o Tribunal realiza nova apuração para verificar se houve ou não irregularidades na contratação. B

O mordomo da vez é a geração de energia distribuída

Por: Heitor Scalambrini Costa
Professor associado aposentado da Universidade Federal de Pernambuco

“Se me enganas uma vez, a culpa é tua.
Se me enganas duas vezes, a culpa é minha”
Anaxágoras (filósofo grego)

Um dos clichês dos romances policiais do século XX é que o mordomo é sempre o principal suspeito, ou mesmo culpado pelo crime ou delito cometido no enredo da história. O que não deixa de ser uma saída fácil demais para o mistério engendrado pelo autor.

No caso do setor elétrico, cuja privatização é o enredo principal desta triste história vivida pelo povo brasileiro, tudo começou com os argumentos de que o setor público não tinha os recursos financeiros necessários para investir na expansão, na inovação e modernização , para as exigências do desenvolvimento do país. Igualmente era questionada a capacidade gerencial do poder público, alguns afirmavam que o setor privado é mais eficiente, competitivo, e assim poderia oferecer a tão desejada modicidade tarifária, e excelência nos serviços prestados ao consumidor.

A implementação do modelo mercantil fazia parte da transição econômica proposta pelo governo de plantão, de um modelo de crescimento impulsionado pelo Estado, para o crescimento impulsionado pelo mercado. O que se verificou, ao longo dos últimos 30 anos, desde a primeira privatização de uma distribuidora no governo do neoliberal FHC, é que os argumentos utilizados para justificar a privatização caíram por terra.

A privatização desestruturou o setor elétrico brasileiro, e não funcionou para os consumidores. Mas para os agentes do mercado, o Brasil tornou-se o paraíso, o país do capitalismo sem risco. A falta de planejamento, os problemas na regulação e fiscalização pelo conflito de interesses gerados, os reajustes acima da inflação baseados em contratos de privatização com cláusulas draconianas, e o precário e comprometido dos serviços prestados aos consumidores, afetou drasticamente a qualidade dos serviços, devido à falta de investimentos e a redução do número de funcionários qualificados, tudo para aumentar os lucros das empresas privadas.

A gota d’água para a desestruturação completa do setor elétrico foi a privatização da Eletrobrás. A partir de então perdemos a gestão dos reservatórios das usinas hidroelétricas para o setor privado, abrimos mão do planejamento e das políticas públicas para o setor.

No contexto pós privatização, surgiram um emaranhado de órgãos públicos e privados, que fragmentaram a lógica do sistema elétrico brasileiro, até então baseado em uma operação colaborativa, cooperativa, flexível, cuja base era a geração hidrelétrica. Que ainda continua contribuindo com pouco mais de 50% na matriz elétrica nacional.

Uma das consequências, a principal deste desarranjo estrutural do setor, foi o aumento estratosférico das tarifas, tornando inacessível para grande parte da população o acesso a este bem essencial à vida. Para resolver os problemas criados com a privatização, nunca mencionada pelos que defendem este “crime de lesa-pátria”, mudanças, reestruturações, reformas, modernização foram realizadas ao longo dos últimos trinta anos sem que os problemas crônicos fossem solucionados. A mais recente “reforma estruturante” foi a proposta contida na Medida Provisória 1304/2025, conhecida como “MP do setor elétrico”, encaminhada pelo Ministério de Minas e Energia para o Congresso Nacional.

Em tempo recorde, bastou menos de 5 minutos para a MP ser aprovada por ambas casas legislativas. Entre tantas medidas pontuais aprovadas, nada estruturantes, e sem alteração direta nas tarifas. O agora Projeto de Lei de Conversão no 10, aguarda a sanção presidencial. Foi aprovado que todas as fontes de energia (renováveis e não renováveis), serão utilizadas para a geração elétrica. Inclusive a nucleoeletricidade, que inviabiliza o discurso que a MP vai baratear a conta de luz. O custo da eletricidade nuclear pode chegar a quatro vezes maior que a energia gerada pelas fontes renováveis. Além de prorrogar até 2040, o prazo para a contratação de usinas termelétricas a carvão mineral, combustível fóssil mais poluente e danoso, para o aquecimento global.

Entrevistado sobre a aprovação da MP, o ministro de Minas e Energia Alexandre Silveira, reconheceu que “os lobbies venceram o interesse público”, sem dúvida se referindo aos diversos lobbies que atuam junto ao setor, como o “lobby das baterias”, do “curtailment” (cortes na geração renovável) que briga pelo ressarcimento financeiro, o da “geração distribuída”, do “carvão”, o “lobby das hidroelétricas” que querem reduzir as exigências ambientais, da “abertura do mercado”, o “lobby do nuclear”, entre outros. Por sua vez o ex-ministro de Minas e Energia, e atual senador Eduardo Braga (PMDB/PA), relator da MP no Senado, ao ser perguntado sobre a aprovação, com mudanças em relação à proposta original do governo, disse que “foi discutido e aprovado o que foi possível, na democracia cada um defende seus interesses, e foi isso que aconteceu”. Declarações que evidenciam a ausência do Estado na definição das regras, normas, procedimentos. Não é mais o governo federal, através do Ministério de Minas e Energia, quem define as políticas do setor elétrico, quem planeja, coordena e implementa, são os interesses privados.

Com relação a geração distribuída com fontes renováveis é inegável os avanços na matriz elétrica brasileira com mais de 5 milhões de sistemas instalados com a micro (até 75 kW) e minigeração (de 75 kW até 5 MW), beneficiando em torno de 20 milhões de brasileiros, todavia uma parcela modesta em relação aos 93 milhões de unidades consumidoras cativas existentes.

A velocidade de introdução das fontes renováveis, principalmente pela geração centralizada, sem dúvida tem colaborado para criar uma instabilidade no setor elétrico. Devemos repensar e reconhecer que a intermitência gera instabilidade na rede elétrica. Várias alternativas existem para amenizar a instabilidade, implicando em inovação e altos investimentos, como por exemplo: reforço da rede de transmissão, armazenamento, uso de compensadores síncronos, sistemas híbridos com integração de mais de uma fonte, além da gestão inteligente da demanda com eficiência elétrica. A questão é quem irá pagar a conta.

Estes empreendimentos de geração centralizada necessitam de grandes áreas, e gera impactos tanto nas pessoas que vivem no entorno das instalações, como na natureza, com o desmatamento da Caatinga. É neste bioma, no Nordeste brasileiro, que está localizado mais de 85%, das centrais eólicas do país, e 60% da capacidade instalada de usinas solares de grande porte.

 Não se pode minar as vantagens comparativas das fontes renováveis pela captura do mercado destes empreendimentos, que pelo frenesi de novas oportunidades de negócios agem com irresponsabilidade, leviandade, e em alguns casos, criminosamente.

No momento atual da completa falta de planejamento, de coordenação existente no setor elétrico, a limitação da participação da mini geração solar, das usinas solares e das centrais eólicas na matriz elétrica, seria uma ação a ser discutida para conter a sobre oferta, paralelamente a outras medidas. Em relação ao “curtailment” foi aprovado na MP, o ressarcimento parcial e retroativo para as empresas geradoras, não sendo considerado que o corte das renováveis é um risco inerente ao próprio negócio.

O que se tem verificado historicamente, é que as políticas públicas no Brasil priorizaram a expansão da oferta de energia para atender ao crescimento da demanda, em detrimento de medidas robustas de eficiência energética. O que resulta em um modelo que busca primariamente aumentar a capacidade de geração, o que tem acontecido com o crescimento vertiginoso da geração centralizada com fontes renováveis, e com propostas insanas de expandir o parque nuclear. Tal abordagem leva ao aumento de custos da energia, ao desperdício e aos impactos socioambientais.

Embora a oferta de energia tenha sido historicamente dominante, a mudança de paradigma é uma necessidade diante dos desafios provocados pela crise ecológica. E a transformação ecológica tem chances de acontecer se a sociedade consciente deixar de ser meros espectadores e se tornarem protagonistas.