O deputado Roberto Freire (PPS-SP), que presidirá a Mobilização Democrática, partido recém-criado a partir da fusão do PPS com o PMN, afirmou nesta quinta-feira (18) que há espaço na sigla para a ex-senadora Marina Silva.
Possível candidata à presidência da República em 2014, Marina tenta recolher assinaturas para registrar outro novo partido político, o Rede Sustentabilidade. Se obter o registro, no entanto, a nova legenda pode sair prejudicada caso se torne lei uma proposta que reduz tempo de TV e recursos do Fundo Partidário para as novas legendas.
O texto principal desse projeto de lei foi aprovado nesta quarta (17) na Câmara, que ainda deve concluir a votação na próxima semana. O texto depois precisa passar pelo Senado e, se aprovado, vai a sanção presidencial.
“Nós oferecemos a ela [Marina Silva], já que ela ainda não criou seu partido. Oferecemos aos deputados que estão construindo a Rede que venham para a MD para lutar e, no momento que a Rede Sustentabilidade for criada, eles podem integrar a nova legenda, sem problemas”, afirmou Roberto Freire.
Indagado se a Mobilização Democrática aceitaria uma eventual candidatura presidencial de Marina pela legenda, Freire afirmou que o assunto teria que ser debatido. “Para disputar a Presidência, não sei. Quem vai decidir é o partido”, afirmou.
Ele ressalvou que a maioria dos integrantes da nova legenda defendem apoiar eventual candidatura do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), na eleição presidencial de 2014.
“Tem no partido, no velho PPS, aqueles marineiros. Tem um grupo meio ecológico que vê a Marina como alternativa. Tem gente que vê Aécio Neves [PSDB-MG] e tem gente imaginando como boa alternativa para o governo o Eduardo Campos. Acho que [a maioria] defende Eduardo Campos”, disse



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