Press "Enter" to skip to content

OLINDA: TRÊS PESSOAS SÃO PRESAS POR DESVIAR R$ 230 MIL EM VERBAS PÚBLICAS

Após investigações que evidenciaram o desvio de R$ 230 mil em recursos públicos da Prefeitura de Olinda, para a entidade social Clube da Mulher Tia Iracema, três pessoas foram presas na manhã de ontem (15). A Operação Repasse, como ficou denominada, foi realizada em conjunto entre o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas(Gaeco), com as promotorias de Justiça de Patrimônio Público de Olinda do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e Polícia Civil, e contou com cerca de 30 policiais, além de promotores de Justiça e técnicos do MPPE. 
De acordo com o Ministério Público, o esquema fraudulento envolveu duas famílias: Farias e Sette, que são acusadas de ter desviado a verba durante os exercícios financeiros de 2008, 2009 e 2010, após a celebração de Convênios de Cooperação Técnica, cujos objetos foram a execução de projetos educacionais e de assistência social. Segundo o MPPE, o valor total de R$ 232.148,00 foi transferido para o Clube da Mulher por meio da secretaria municipal de Desenvolvimento Social, Cidadania e Direitos Humanos, com recursos do Fundo Municipal da Criança e Adolescentes, que é gerido pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (Comdaco) e pelo Conselho Municipal de Assistência Social (CMASO). Contudo, a constatação foi de que os recursos não foram aplicados de forma correta, assim como não foi feita a devida prestação de contas ao município de Olinda.
De acordo com a promotora de Justiça de Patrimônio Público, Allana Uchoa de Carvalho, há indícios de fraudes que visavam a beneficiar as pessoas envolvidas, causando enriquecimento ilícito, assim como “dano ao erário público e afronta aos princípios constitucionais da legalidade, moralidade e eficiência, regentes da Administração Pública”.
Ainda segundo o Ministério Público, durante a operação foram apreendidos um veículo e vários malotes com documentos, que vão ser analisados pelo Gaeco. Já as três pessoas presas, cujas identidades não foram reveladas, foram levadas para o Departamento de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Depatri) da Polícia Civil e em seguida vão ser encaminhadas a estabelecimentos prisionais.

Seja o primeiro a comentar

    Deixe um comentário

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *