A Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase) e o Centro de Formação dos Servidores e Empregados Públicos do Estado de Pernambuco (Cefospe) promoverão, no próximo dia 3 de dezembro, das 8h30 às 16h, o I Seminário de Socialização de Práticas Restaurativas em Unidades Socioeducativas. O objetivo do evento é apresentar, por meio de palestras e debates, as ações decorrentes dessa metodologia que estão sendo desenvolvidas em Centros de Atendimento Socioeducativo (Case), Centros de Internação Provisória (Cenip), Casas de Semiliberdade (Casem) e na Unidade de Atendimento Inicial (Uniai) da Funase.
O seminário ocorrerá no auditório principal do Cefospe, na Rua Tabira, s/n, no bairro da Boa Vista, no Recife. Para participar, o público deve se inscrever no site www.funase.pe.gov.br ou no formulário disponível em https://bit.ly/33lyrpu. O evento terá como palestrantes Socorro Barros, coordenadora do Núcleo de Justiça Restaurativa da Funase, e Fernanda Rosenblatt, doutora em Criminologia pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, e professora da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap). Ainda ao longo do dia, técnicos de 12 unidades da Funase vão expor práticas restaurativas desenvolvidas junto aos socioeducandos.
JUSTIÇA RESTAURATIVA – A Justiça Restaurativa prevê mudanças de paradigmas que permitam a transição para uma lógica que privilegie a percepção sobre responsabilidades individuais e coletivas e a criação de novas bases para relacionamentos. Essa iniciativa começou a ser difundida na Funase em 2016. Dois anos depois, por meio do projeto “Semeando uma Cultura de Paz: práticas restaurativas como ferramenta da socioeducação”, 240 servidores foram capacitados nos módulos de Introdução à Justiça Restaurativa – ministrado pelo juiz Élio Braz, do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) – e de Comunicação Não Violenta – sob responsabilidade do professor Marcelo Pelizzoli, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).
Outra etapa do projeto foi a formação de 80 facilitadores em curso ministrado pela psicóloga e consultora Monica Mumme, referência nacional no tema e fundadora do Laboratório de Convivência. Todas as atividades foram acompanhadas por um grupo gerador. Em março de 2019, a instituição deu mais um passo, criando, por meio de portaria, o Núcleo de Justiça Restaurativa. O grupo é composto por oito servidores e tem o objetivo de disseminar essas práticas em unidades socioeducativas de todo o Estado.



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