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Ao sair da prisão, Lula critica ”lado podre” de MP, Justiça e PF

Via: Jornal Estado de Minas

Logo depois de sair da sede da Polícia Federal em Curitiba, o ex-presidente Lula criticou a Justiça, o Ministério Público e a Receita Federal. Segundo o petista, o “lado podre” dessas instituições trabalhou para “criminalizar o PT, criminalizar o Lula”. Referindo-se a Sergio Moro e os procuradores da Operação Lava-Jato, o ex-presidente disse que “eles não prenderam o Lula, eles tentaram matar uma ideia”.

“Eu quero lutar para provar que existe uma quadrilha e um bando de mafiosos nesse país”. Em seguida, Lula defendeu sua honestidade, criticando novamente o então ministro da Justiça e afirmando que não é uma qualidade que “se compra em qualquer lugar”.

Lula parabenizou as pessoas que o acompanharam nos 580 dias na cadeia e disse que nunca pensou que estaria solto nesta sexta-feira. “Era o alimento de democracia que eu precisava para resisitir”, disse. “Vocês não têm dimensão do significado de eu estar aqui junto de vocês. A vida inteira estive conversando com o povo brasileiro”, declarou o petista.

Lula também cumprimentou e agradeceu seus colegas de partido que estavam presentes, como Fernando Haddad, Gleisi Hoffmann e Lindbergh Farias, além de outros representantes da esquerda e de movimentos sociais.

Ao sair do prédio, Lula foi acompanhado por apoiadores e por colegas de partido. Desde a manhã de sexta, um grupo de apoiadores do ex-presidente se concentou em frente à sede da PF. Eles soltaram fogos de artifício e entoaram gritos de apoio. A Polícia Militar estimou que cerca de 2 mil pessoas estavam aguardando a saída do ex-presidente.

O ex-presidente Lula foi solto às 17h34 desta sexta-feira da sede da Polícia Federal em Curitiba. O juiz Danilo Pereira Júnior, da 12ª Vara Federal de Curitiba, determinou a soltura do petista, acatando pedido da defesa que levou em consideração a determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). Nesta quinta, os ministros da corte decidiram por 6×5 pela insconstitucionalidade da prisão em segunda instância.

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