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PROTESTO REIVINDICA NOMEAÇÃO DE SERVIDORES RESPONSÁVEIS PELO CONTROLE INTERNO DO ESTADO DE PERNAMBUCO

Apesar de o país viver um momento em que o seu povo cansou de assistir aos desmandos da administração pública e resolveu ir às ruas gritar por controle, transparência e combate à corrupção, o Governo do Estado de Pernambuco continua remando contra essa maré, na medida em que “preserva” uma vacância atual de 60% na área fim da Secretaria da Controladoria Geral do Estado (SCGE), órgão que, por natureza, deveria representar o carro chefe do Governo Estadual frente a essa necessidade social.

Por isso, haverá um protesto pacífico em frente à sede do órgão, no bairro do Espinheiro, hoje(19), às 11h30.

O resultado da primeira etapa do último concurso da Controladoria foi divulgado em 19/04/2011 e até hoje não foi homologado o resultado final. Porém, por Decisão do Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco em 20/08/2013, foi determinada a realização da segunda fase (curso de formação), até agora não cumprida.

Vale salientar que a vacância da Controladoria do Estado sempre foi alta, em torno de 50%, desde a primeira nomeação dos servidores de Controle Interno em 2010. No mesmo sentido, dos 133 convocados até hoje, restam apenas 72 servidores, o que corresponde a uma evasão de 45,8%, em menos de 4 anos.

Além disso, a hora trabalhada do servidor de Controle Interno em Pernambuco corresponde a R$ 24,57, enquanto a média nos demais Estados do Nordeste é de R$ 48,94, quase o dobro.
 
Somada a isso está a ausência de transparência da gestão da Controladoria, uma vez que nenhum dos relatórios de auditoria e demais produtos da SCGE são divulgados no sítio eletrônico do órgão. A Associação dos Servidores de Controle Interno de Pernambuco (ASCIPE) já recebeu resposta negativa do Governo quanto à divulgação dos trabalhos concluídos da Controladoria.

Talvez esses fatos expliquem a evasão do Controle Interno no Estado de Pernambuco. Pede-se com urgência não só a nomeação dos aprovados no último concurso, mas também a devida valorização da carreira.

A questão que se quer resposta é: o que o governo de Pernambuco vai fazer para modificar esse cenário?


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