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André aponta ‘coincidência’ e mira Senado na Frente Popular

O documento através do qual Manoel Ferreira comunica sua desfiliação só chegou ao PR, partido que presidia no Recife, na última quarta-feira. Mas seu filho, presidente estadual do PSC, deputado André Ferreira, informa que o pai já estava filiado ao PSC desde novembro. Em outras palavras, André descarta que a movimentação do patriarca seja reflexo da conversa que o presidente nacional do PR, Valdemar Costa Neto, teve com o governador Paulo Câmara na última terça-feira, quando amarrou a aliança com o PSB no Estado, como a coluna publicou em primeira mão.”Foi coincidência”, registra André, à coluna. “Meu pai não ia ser candidato de jeito nenhum pelo PR, que já tem dois candidatos a deputado estadual e não vai montar chapa”, argumenta André e completa: “Nosso projeto era fortalecer o PSC, montar uma chapa. E meu pai sempre esteve nessa conta. Ele está filiado ao PSC desde novembro”.

Segundo André, o pai estava “incomodado” com o fato “de estar em um partido, sendo presidente de outro”, o que acabou por levá-lo a documentar a desfiliação anteontem. André garante, de outro lado, que o PSC, mesmo não indo para o chapão, segue na Frente Popular. “Foi assim com Geraldo (Julio). Apoiei Geraldo e fiz chapinha para fortalecer o partido”. Na esteira, frisa que a construção de sua eleição para o Senado junto à Frente Popular segue de pé. E diz que, até agora, não recebeu nenhuma negativa. Admite existir “aceno forte” da oposição. “A gente tem relação com a oposição? Claro. A oposição caminhou com Anderson na eleição de 2016”, pondera. O movimento de Manoel Ferreira deixou integrantes da Frente Popular de orelha em pé porque veio a se somar aos rumores de que Anderson Ferreira poderia retomar o comando do PR, costura que passaria pela influência de Fernando Bezerra Coelho, segundo circula nas coxias. A despeito disso, Valdemar deu garantias ao presidente estadual do PR, Sebastião Oliveira, e a Câmara.


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